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Mostrando postagens de fevereiro, 2023

Morte no palácio

Depois daquela noite de chuvarada Encontraram o cadáver pela manhã Enterrado na lama da enxurrada. Junto a um pequeno pé de hortelã Lamentou quem o encontrou Triste ficou o aluno, o porteiro O professor. E até jardineiro A notícia corria Ao saber da morte, Chorou a faxineira, Exaltando a má sorte Da tragédia derradeira   Afinal, quem é o de cujus? De tão alta estima? Perguntou curioso o chefe Da oficina Era morador do palácio, Por isso se lastima. A notícia se espalhou E houve grande comoção Morte no palácio! Será que vai ter visitação? O teatro, o cinema, as galerias Onde será o velório? A inumação? Pouco se sabia a respeito Só se comentava a desventura A notícia correu de todo jeito Dando ao caso ar de aventura O telefone não parava Para  saber quem tinha morrido Até a guarda municipal esteve na portaria Para saber do ocorrido Será gente importante? Alguém da diretoria? Um funcionário, talvez! A informação logo chegaria Mas; depois de muito se especular E espalhar a todos o ...