Poema aos ignorantes
A ignorância é um mar vasto e profundo, Onde muitos navegam sem rumo ou farol. Iludidos pela falsa lucidez deste mundo, Afogam-se em sua própria incultura que enche o parol. O saber é um oásis distante, Miragem que a muitos acena com um futuro melhor. Mas poucos se aventuram, insignificantes, Temendo o deserto, o esforço, a dor, o suor. A ignorância é um véu que cobre a visão, Impedindo de ver com clareza a verdade. É a tela que nos afasta a razão, Deixando-nos cegos à realidade. Mas a ignorância não é seu destino, É escolha, é comodismo, é temor. Romper o véu é um caminho divino, Que exige coragem, ousadia e labor. Pois o saber é chave que abre portas, Liberta a mente, acende a luz da razão. É mapa que guia em rotas incertas, E revela a essência da erudição. Portanto, não se acomode na sua ignorância, Desperte a curiosidade, a ânsia de aprender. Busque o saber com persistência e constância, E veja um mundo novo a te florescer. Sandro Alex Batista de Sousa