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Mostrando postagens de 2023

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Envolto entre paredes frias! Não gosto do silêncio sepulcral. Gosto de ouvir musica, assistir o telejornal. Do intenso pensamento   Aprecio a minha companhia No sofrimento do açoite  transformo a solidão da noite em rimas e poesias O silêncio traz solidão, Que traz Reflexão, Dor no peito, na alma, amargura no coração. Ai, vem aquele pensamento Tudo poderia ter sido diferente Há si...Eu tivesse feito  Pois o assim já se foi Não me procuro, me encontrei num idílio estava estampado naquela pagina Que a realidade faz a gente sofrer. Eu...estava feliz. Não tenho medos, os venci Sou imortal, como as rimas Sei que nenhuma palavra se desprenderá de mim Vou vivendo essa permissão Logo chegará o  fim E a vida passará da razão Para o aqui jaz, finalmente! Sandro Alex Batista de Sousa
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       "Quero amar quem faça amor comigo a meia-noite, em cima de um tumulo, sobre a pedra fria, com dizeres; aqui jaz, vá em paz."

Nas terras do Tijuco

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Amo essa terra, essa gente, nem sei o por quê Fico desapontado quando estou de partida Minha alma entra em guerra, fica ferida Até parece o fim da vida   Há! Terra querida Da reciprocidade Dos contrastes Em cada dia vivido a felicidade Terra onde o sol arde, a pino  De estrada esburacada, sinuosa, empoeirada Onde ainda da igrejinha da praça  podemos ouvir o soar do sino Chamando o povo a empreitada Para alguns terra dura para se viver! Mas…o tempo, o tempo passou, quem um dia sofreu, com certeza esqueceu... Não há linha do tempo para coisas ruins, nem medidas… Só restam pequenos vestígios…  Da comida escassa, do pé no chão, da roupa remendada… Na memória mesmo, só as lembranças afetivas.   No calor do coração; Solidariedade; Nos sonhos; As delícias do lugar.   Tijuco de Januária, Terra dos Grosso, Dos Ferreira, dos Faria De Batistinha do acordeon Do vaqueiro Marimbondo Que mora na minha imaginação Devoto de São José, o padroeiro Festejado em toda região Ter...

Morte no palácio

Depois daquela noite de chuvarada Encontraram o cadáver pela manhã Enterrado na lama da enxurrada. Junto a um pequeno pé de hortelã Lamentou quem o encontrou Triste ficou o aluno, o porteiro O professor. E até jardineiro A notícia corria Ao saber da morte, Chorou a faxineira, Exaltando a má sorte Da tragédia derradeira   Afinal, quem é o de cujus? De tão alta estima? Perguntou curioso o chefe Da oficina Era morador do palácio, Por isso se lastima. A notícia se espalhou E houve grande comoção Morte no palácio! Será que vai ter visitação? O teatro, o cinema, as galerias Onde será o velório? A inumação? Pouco se sabia a respeito Só se comentava a desventura A notícia correu de todo jeito Dando ao caso ar de aventura O telefone não parava Para  saber quem tinha morrido Até a guarda municipal esteve na portaria Para saber do ocorrido Será gente importante? Alguém da diretoria? Um funcionário, talvez! A informação logo chegaria Mas; depois de muito se especular E espalhar a todos o ...