Poema aos ignorantes

 

A ignorância é um mar vasto e profundo,

Onde muitos navegam sem rumo ou farol.

Iludidos pela falsa lucidez deste mundo,

Afogam-se em sua própria incultura que enche o parol.


O saber é um oásis distante,

Miragem que a muitos acena com um futuro melhor.

Mas poucos se aventuram, insignificantes, 

Temendo o deserto, o esforço, a dor, o suor.


A ignorância é um véu que cobre a visão,

Impedindo de ver com clareza a verdade.

É a tela que nos afasta a razão,

Deixando-nos cegos à realidade.


Mas a ignorância não é seu destino,

É escolha, é comodismo, é temor.

Romper o véu é um caminho divino,

Que exige coragem, ousadia e labor.


Pois o saber é chave que abre portas,

Liberta a mente, acende a luz da razão.

É mapa que guia em rotas incertas,

E revela a essência da erudição.


Portanto, não se acomode na sua ignorância,

Desperte a curiosidade, a ânsia de aprender.

Busque o saber com persistência e constância,

E veja um mundo novo a te florescer.


Sandro Alex Batista de Sousa

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