No último sábado, o educandário parecia outro. Em vez de lápis, giz de cera e tintas de pintura, muita alegria. O pátio todo enfeitado, tinha até a arca de noé com muitos bichos que mãos maravilhosas produziram. Também muita música infantil no estilo ilariê. Cada sala ornada para uma oficina específica, bandeirinhas e cheiro de pipoca estourando. Era a festa da família, e eu, que agora caminho entre livros, recebi uma missão especial: ser o contador de histórias naquele dia. Não fui sozinho para a aventura (ainda bem). Ao meu lado, duas professoras, cúmplices, maravilhosas — uma com olhos atentos, a outra com um sorriso largo — arrumavam o cenário como se estivéssemos montando um palco de teatro. Eu, já fantasiado de contador (com um chapéu que não obedecia à gravidade e uma roupa de palhaço em duas cores, que insistia em me apertar na cintura), respirava fundo, tentando lembrar se tinha colocado um ponto final ou uma vírgula na última história que contei. As crianças chegaram, tí...
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