Canalhas não tem gênero
Tirinha retirada da internet
Canalhas não tem gênero
Canalhas não suportam poesia. Não é porque lhes falte leitura, é porque lhes sobra dureza na alma. A poesia é um sopro de humanidade, e eles respiram apenas o ar pesado da conveniência e do interesse. Enquanto a poesia convida ao silêncio, à contemplação, ao gesto delicado, o canalha prefere o barulho da própria voz, a pressa do lucro e o jogo do engano.
A poesia revela fragilidade, e o canalha tem medo de se reconhecer frágil. Ela denuncia mentiras com a força de uma metáfora, e os canalhas temem ser desnudos em versos. A poesia abre caminhos no coração, mas eles só conhecem atalhos para a vantagem.
Por isso se irritam diante de um livro aberto, zombam de quem recita, e riem quando alguém se emociona. Não é riso de alegria, é riso de defesa. Porque sabem, no fundo, que se permitissem um único verso entrar, sua couraça se partiria.
Canalhas detestam poesia porque poesia é liberdade, não estou citando gênero, estou mesmo é generalizando. Pois os canalhas não tem gênero. No fundo, não suportam o perfume daquilo que não podem controlar.
Sandro Alex Batista de Sousa
Quando a poesia vence a hipocrisia
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