A terra vermelha, a cerca, as árvores. O pomar. Solidão, tristeza nenhuma. Pensar e pensar, escrever! Falar. Para que, já que nada quer dizer coisa alguma. O sítio, o paraíso... Desço ao galinheiro, a beira d'água, Este é o meu lugar. Deito-me…abro um sorriso a água barrenta me traz pensamentos... Deitado divago. E eles me vêem como fera, morte, esquecimento, saudade… Mesmo ante a quimera. Sossego. Efemeridade. Os sentimentos se misturam, amor, ódio, prazer, dor. Solidão que as almas draga... Levanto a cabeça ante a imagem de uma flor. Cada vez são mais longos os caminhos... Caminhos que me separam das pessoas. Meus sentimentos enjaulados, presos. Liberdade, não é uma súplica, nem desejo. Entanto, na jaula, sem palavras Gritam no silêncio os versos mudos os sonhos, as ideias, os amores ouvirão mesmo aqueles que são surdos. Solidão... O pensamento à solta, como um beija-flor. As ideias dispersas, no bater de suas asas. E tudo se vai como folhas ao vento... Sandro Alex ...