Folhas ao vento
A terra vermelha, a cerca, as árvores.
O pomar. Solidão, tristeza nenhuma.
Pensar e pensar, escrever! Falar.
Para que, já que nada quer dizer coisa alguma.
O sítio, o paraíso...
Desço ao galinheiro, a beira d'água,
Este é o meu lugar. Deito-me…abro um sorriso
a água barrenta me traz pensamentos...
Deitado divago. E eles me vêem como fera,
morte, esquecimento, saudade…
Mesmo ante a quimera.
Sossego. Efemeridade.
Os sentimentos se misturam,
amor, ódio, prazer, dor.
Solidão que as almas draga...
Levanto a cabeça ante a imagem de uma flor.
Cada vez são mais longos os caminhos...
Caminhos que me separam das pessoas.
Meus sentimentos enjaulados, presos.
Liberdade, não é uma súplica, nem desejo.
Entanto, na jaula, sem palavras
Gritam no silêncio os versos mudos
os sonhos, as ideias, os amores
ouvirão mesmo aqueles que são surdos.
Solidão...
O pensamento à solta, como um beija-flor.
As ideias dispersas, no bater de suas asas.
E tudo se vai como folhas ao vento...
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