A importância do período de observação
Durante as práticas do estágio somos convidados a
refletir sobre os conhecimentos teóricos do curso de Pedagogia e a estabelecer
relações com a prática na qual estamos estagiando. O movimento de ir à escola,
retornar para universidade, debater sobre o observado, tem o intuito de ampliar
as ações desse futuro professor e criar condições para o desenvolvimento de um
trabalho pleno. Em outras palavras, um trabalho voltado para as máximas
apropriações humanas, para a cultura elaborada, para a transmissão de conteúdos
historicamente produzidos.
Espera-se que os estagiários encontrem no campo a
possibilidade de ampliarem as ações com os alunos, mediados pelos conteúdos
estudados na graduação. Porém, o que tenho observado são propostas
descontextualizadas, empobrecidas, sem intencionalidade clara e muito menos de
onde se pretende chegar. As atividades observadas repetem um modelo que considera
muita das vezes que o aluno é incapaz de fazer, de criar e de inventar e
reinventar. Nesse cenário questiono: Por que os docentes que mesmo após anos de
experiência continuam repetindo modelos? E ainda, como o estágio, do residente
de Pedagogia, poderia possibilitar uma superação desse trabalho pedagógico
docente? O problema torna-se ainda maior quando nos deparamos com professores
que ainda conseguem ver no caráter alheio defeitos inerentes a si próprio.
Nesse sentido fica evidente que a reprodução de práticas se faz muito mais
presente que as discussões e o desejo de aprimoramento vislumbrado no projeto
residência pedagógica.
Assim vejo que os novos professores ao invés de
questioná-los, os repetem. Não valorizando o conhecimento do aluno e não dando
auxilio para que eles compreendam o sentido do estudo e dos conteúdos
estabelecidos; de forma que, o que for desenvolvido desperte no aluno desejo
para buscar de formas concretas e contextualizada, um maior número de
informações para contribuição da aprendizagem, podendo expressar os resultados
durante a aula e fazer com que a interação seja relevante ante as conclusões.
No processo de ensino-aprendizagem vislumbramos diversas
possibilidades de trabalhar diferentes conteúdos, destacando como relevante o
uso de diferentes linguagens. As atividades lúdicas são práticas excepcionais
na aplicação de uma educação que vise à fixação dos conteúdos e um bom
desenvolvimento do aluno em sala de aula e sociedade, pois as atividades
diferenciadas são instrumentos que atraem o aluno, motivam e estimulam;
ajudando dessa forma os processos de construção do conhecimento, facilitando a
interação da turma em um momento de aprendizagem diante de uma ação divertida de
reproduzir conhecimento.

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