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Envolto entre paredes frias! Não gosto do silêncio sepulcral. Gosto de ouvir musica, assistir o telejornal. Do intenso pensamento   Aprecio a minha companhia No sofrimento do açoite  transformo a solidão da noite em rimas e poesias O silêncio traz solidão, Que traz Reflexão, Dor no peito, na alma, amargura no coração. Ai, vem aquele pensamento Tudo poderia ter sido diferente Há si...Eu tivesse feito  Pois o assim já se foi Não me procuro, me encontrei num idílio estava estampado naquela pagina Que a realidade faz a gente sofrer. Eu...estava feliz. Não tenho medos, os venci Sou imortal, como as rimas Sei que nenhuma palavra se desprenderá de mim Vou vivendo essa permissão Logo chegará o  fim E a vida passará da razão Para o aqui jaz, finalmente! Sandro Alex Batista de Sousa
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       "Quero amar quem faça amor comigo a meia-noite, em cima de um tumulo, sobre a pedra fria, com dizeres; aqui jaz, vá em paz."

Nas terras do Tijuco

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Amo essa terra, essa gente, nem sei o por quê Fico desapontado quando estou de partida Minha alma entra em guerra, fica ferida Até parece o fim da vida   Há! Terra querida Da reciprocidade Dos contrastes Em cada dia vivido a felicidade Terra onde o sol arde, a pino  De estrada esburacada, sinuosa, empoeirada Onde ainda da igrejinha da praça  podemos ouvir o soar do sino Chamando o povo a empreitada Para alguns terra dura para se viver! Mas…o tempo, o tempo passou, quem um dia sofreu, com certeza esqueceu... Não há linha do tempo para coisas ruins, nem medidas… Só restam pequenos vestígios…  Da comida escassa, do pé no chão, da roupa remendada… Na memória mesmo, só as lembranças afetivas.   No calor do coração; Solidariedade; Nos sonhos; As delícias do lugar.   Tijuco de Januária, Terra dos Grosso, Dos Ferreira, dos Faria De Batistinha do acordeon Do vaqueiro Marimbondo Que mora na minha imaginação Devoto de São José, o padroeiro Festejado em toda região Ter...

Morte no palácio

Depois daquela noite de chuvarada Encontraram o cadáver pela manhã Enterrado na lama da enxurrada. Junto a um pequeno pé de hortelã Lamentou quem o encontrou Triste ficou o aluno, o porteiro O professor. E até jardineiro A notícia corria Ao saber da morte, Chorou a faxineira, Exaltando a má sorte Da tragédia derradeira   Afinal, quem é o de cujus? De tão alta estima? Perguntou curioso o chefe Da oficina Era morador do palácio, Por isso se lastima. A notícia se espalhou E houve grande comoção Morte no palácio! Será que vai ter visitação? O teatro, o cinema, as galerias Onde será o velório? A inumação? Pouco se sabia a respeito Só se comentava a desventura A notícia correu de todo jeito Dando ao caso ar de aventura O telefone não parava Para  saber quem tinha morrido Até a guarda municipal esteve na portaria Para saber do ocorrido Será gente importante? Alguém da diretoria? Um funcionário, talvez! A informação logo chegaria Mas; depois de muito se especular E espalhar a todos o ...

Cena preta (Morador de favela)

  Morador de favela, um batalhador São muitos meus defeitos, mas nenhum de caráter Minha cor não diz que tenho passagem Minha roupa é só uma forma de expressão Nunca fui vilão, nem estive em prisão Mas você é mal preparado, leigo, não cumpre direito a função   Subiu o morro correndo quando me viu, arma em punho,  Puta que pariu Imagem apavorante, nesta fria noite de abril Mãos para cima! Gritou… Traficante vil!  Abordagem violenta! “Vira aí cara! Senão nós te arrebenta”.  Tentei apaziguar.  Não deu.  Eles só querem esculachar Tentei dialogar.  Um deles me feriu.  Pensei que ia morrer Nesse momento minha família chegou, os cara recuou  Então, mandei a real para cima deles,  Não seja um cop americano, não seja desumano Suba sem preconceito cara, na favela também tem gente de respeito Mais atenção, seja humano, de bom coração Menos incursão e mais investimento Chega de morte, de choro, de lamento Sejam cordiais e menos violentos ...

Talentos da casa apresenta uma paixão pelas rimas

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Entrevista com o autor

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  Conto:  Gosto de Sangue Autor:  J. J. Souza Sinopse:  Marimbondo, um vaqueiro pacato, alegre que adora contar casos. Era apaixonado por rodeios e competições tipo vaquejada. Competia, e sempre saia vencedor. Até que um dia um acontecimento em noite sem lua mudou sua vida. Nunca mais ele competiu.  CAL:  Qual foi a inspiração para criar o conto? J.J.SOUSA:  Gosto muito de Guimarães Rosa. Eu já havia escrito outros contos com o personagem vaqueiro. Em uma de minhas viagens ao norte de Minas, conheci um vaqueiro que parecia saído daquelas histórias. Foi neste cenário que nasceu a ideia deste conto.  Marimbondo foi uma inspiração divina e hoje praticamente está em tudo que escrevo. CAL:  O que o público pode esperar da história? J.J.SOUSA:  Uma história divertida onde o vaqueiro conta a origem do seu nome e levemente apavorante. Tudo está ligado a Lua negra. Muitos acreditam que a lua fala sobre nosso inconsciente, nosso eu que não conhece...