Tristeza



Na cidade
Vejo o alvoroço da multidão.
A solidão, a morte.
O luto, do verbo, do verso, lutar
Sons, ruídos, lamentos
Que ferem, dilaceram
As palavras e os sentimentos.
Juatuba é só tristeza

Vida que segue a nossa volta.
Rimar o verbo, voltar.
A imaginação à solta
Como um pássaro, livre.
Os sentimentos e as ideias,
São misturas, imperfeitas,
Falhas do pensamento,
Corações dilacerados
Flores para alegrar
Pétalas ao vento.

Divago, volto ao sitio
O jardim, a cerca,
o pomar, a casa, o fogão a lenha.
Os animais, a terra vermelha, a lagoa, o paraíso.
Os pés de pequi, manga rosa, ameixa, caqui.
Neste lugar o sossego é um instrumento de tortura,
tripalium.
Ainda preso, amarrado, angustiado.
Oh morte...
Mas...vida que segue, que se arruma
Estamos escravizados, humilhados.
Assim, já nada, quer dizer coisa alguma.

Sandro Alex Batista de Sousa

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