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A Princesa Maria Luiza e os Guardiões da cidade Encantada

"Este é um livro infantojuvenil cuja princesa, movida por amor e  empatia , parte em uma jornada rumo a uma fonte mágica. Como professor, utilizo essa narrativa em minhas aulas de sociologia e cidadania  como ferramenta lúdica para debater valores éticos e a importância do cuidado com o próximo no convívio social. "  Quer ler? Click no link  A Princesa Maria Luiza e os Guardiões da cidade Encantada  

Capacitar

Não estude apenas para se encaixar no sistema como ele é. O mundo, do jeito que está, está cheio de pessoas que aprenderam a se adaptar, a obedecer, a repetir. Você não precisa estudar para “virar alguém”, porque sua existência já carrega valor, história e identidade. O estudo não deve ser uma busca por validação, mas uma ferramenta de transformação. Estude para enxergar o que muitos fingem não ver. Para questionar o que sempre foi chamado de “normal”. O conhecimento estimula o pensamento crítico.  Estude para entender que nem todo sucesso é justo e nem toda regra é correta.  Há um sistema que premia poucos e culpa muitos. Que chama de mérito aquilo que, muitas vezes, foi só privilégio. E é justamente por isso que estudar é um ato de coragem. Estudar é aprender a desmontar discursos prontos. É ganhar voz onde antes havia silêncio. É construir caminhos onde disseram que não havia saída. Estude, não para subir sozinho nessa escalada, puxe outros com você.  Estude, não para ...

Máscara

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Estava aqui pensando que se fosse possível trocar de rosto como quem troca de roupas, talvez o mundo fosse um pouco mais leve — ou um pouco mais confuso. Em dias difíceis, poderíamos vestir um sorriso novo, esconder o cansaço, sair por aí com coragem estampada na pele. Em encontros importantes, escolheríamos olhos mais seguros, traços mais firmes, uma versão de nós que não hesita. Mas há um encanto curioso nisso tudo: se pudéssemos mudar a face com facilidade, talvez perderíamos o valor de sermos reconhecidos pelo que somos, mesmo imperfeitos. Aquele sorriso torto, aquela expressão cansada, aquela olheira,  aquela marca do tempo — tudo isso conta uma história que nenhum rosto novo saberia contar. No fundo, talvez o maior poder não fosse mudar a cara… mas aprender a gostar da que a vida nos deu — e, ainda assim, conseguir transformá-la por dentro, onde nenhuma troca é necessária. Sandro Alex Batista de Sousa

Como pedras preciosas

Cada dia estou mais encantado pela educação. O que antes era apenas uma magia passageira transformou-se em um feitiço profundo, daqueles que tocam a alma e nos fazem acreditar que ensinar é também um ato de esperança e amor. Ainda assim, não deixo de pensar na docência como profissão, que precisa ser valorizada e dignamente bem remunerada, pois educar é uma das missões mais nobres que um ser humano pode assumir. Meu encanto se revela no rosto de cada jovem. Eles me olham com atenção e curiosidade, como se eu fosse um ourives e eles pedras preciosas em seu estado mais bruto, porém rara.  Mas, na verdade, sou eu quem os observa assim: jovens que chegam como cascalho, carregados de histórias, sonhos e possibilidades. E como todo bom ourives sabe, não é o estado da pedra que define seu valor, mas o que ela pode se tornar quando lapidada com paciência, cuidado, paixão e conhecimento. À verdadeira natureza da gema, só é revelada após o trabalho de lapidação e polimento. Assim também são ...

📚✨ Histórias que ensinam cidadania

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Tenho utilizado minhas histórias como ferramenta pedagógica para trabalhar cidadania com meus alunos, e a experiência tem sido riquíssima. A literatura tem um poder que vai além do entretenimento. Quando uma criança ou adolescente acompanha a jornada de um personagem, ele não apenas lê uma história — ele reflete sobre atitudes, escolhas e consequências. Nas histórias, surgem temas essenciais para a formação humana, como: ✔ respeito ✔ responsabilidade ✔ convivência ✔ cuidado com o espaço coletivo ✔ valorização do nome e da própria identidade Quando um personagem aprende a cuidar do lugar onde vive, respeitar o outro ou assumir seus erros, o estudante consegue perceber que cidadania não é apenas uma palavra, mas algo que se pratica todos os dias. Além disso, as narrativas despertam imaginação, empatia e senso crítico. O aluno passa a se enxergar como parte de uma comunidade e entende que cada atitude individual influencia o coletivo. Educar...

As cinco virtudes

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Hoje, parado à porta do refeitório do Arte e Educação do Educandário e Creche Menino Jesus observando as crianças, tive um daqueles momentos que falam direto ao coração. Enquanto eu observava as crianças almoçando, meus olhos foram conduzidos a uma cena simples, mas profundamente significativa. Uma de nossas educadoras, com paciência e ternura desnuda de todo orgulho, alimentava uma das crianças de mais ou menos sete anos que tinha muitas dificuldades. Não havia pressa em seus gestos. Não havia julgamento em seu olhar. Apenas cuidado. Naquele instante, percebi algo muito maior do que um ato cotidiano. Naquele pequeno gesto estavam vivas, claras e presentes as cinco virtudes de São Vicente de Paulo: a simplicidade no modo de agir, a humildade no servir sem se colocar acima, a mansidão no trato delicado, a mortificação na renúncia do próprio conforto para cuidar do outro, e o zelo, no compromisso verdadeiro com a dignidade daquela criança. Às vezes pensamos que grandes virtud...

Canalhas não tem gênero

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Tirinha retirada da internet Canalhas não tem gênero  Canalhas não suportam poesia. Não é porque lhes falte leitura, é porque lhes sobra dureza na alma. A poesia é um sopro de humanidade, e eles respiram apenas o ar pesado da conveniência e do interesse. Enquanto a poesia convida ao silêncio, à contemplação, ao gesto delicado, o canalha prefere o barulho da própria voz, a pressa do lucro e o jogo do engano. A poesia revela fragilidade, e o canalha tem medo de se reconhecer frágil. Ela denuncia mentiras com a força de uma metáfora, e os canalhas temem ser desnudos em versos. A poesia abre caminhos no coração, mas eles só conhecem atalhos para a vantagem. Por isso se irritam diante de um livro aberto, zombam de quem recita, e riem quando alguém se emociona. Não é riso de alegria, é riso de defesa. Porque sabem, no fundo, que se permitissem um único verso entrar, sua couraça se partiria. Canalhas detestam poesia p...

Um mundo encantado

No último sábado, o educandário parecia outro. Em vez de lápis, giz de cera e tintas de pintura, muita alegria. O pátio todo enfeitado, tinha até a arca de noé com muitos bichos que mãos maravilhosas produziram. Também muita música infantil no estilo ilariê. Cada sala ornada para uma oficina específica, bandeirinhas e cheiro de pipoca estourando. Era a festa da família, e eu, que agora caminho entre livros, recebi uma missão especial: ser o contador de histórias naquele dia. Não fui sozinho para a aventura (ainda bem). Ao meu lado, duas professoras, cúmplices, maravilhosas — uma com olhos atentos, a outra com um sorriso largo — arrumavam o cenário como se estivéssemos montando um palco de teatro. Eu, já fantasiado de contador (com um chapéu que não obedecia à gravidade e uma roupa de palhaço em duas cores, que insistia em me apertar na cintura), respirava fundo, tentando lembrar se tinha colocado um ponto final ou uma vírgula na última história que contei. As crianças chegaram,  tí...

Reflexões sobre um cadáver

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     Imagem produzida por IA                                    Ali jaz, no silêncio sepulcral, mais profundo que um abismo Um corpo que já foi abrigo de sonhos e delírios, paixão O tempo, em sua marcha lenta e sem perdão Roubou-lhe o brilho, a voz, o coração Olhos cerrados - janelas que um dia viram o mundo Testa fria como rocha metamórfica Lábios que sussurraram amor, dor, poesia,  descansam, agora, gélidos, calados, em eterna melodia Quem fostes tu, antes da quietude mortal? Um amante? um guerreiro? Um ser banal? Esquecestes que eras somente um ser carnal? Merecestes a morte? Assim, de forma tão brutal? Teu nome talvez se apague, desapareça, como areia arremessada ao vento Desejo que a família nunca te esqueça No momento tua lembrança povoa pensamento O que é a morte senão um espelho invertido? Pois ela não mente, não finge, não seduz, Será um reflexo da vida num tempo perdid...

O professor, um farol de Virtudes

  Nos palcos da vida, um mestre se eleva,  Com a luz do saber que a alma embeve.  Professor dedicado, a paixão que o move, No ensino, a semente que o futuro escreve. Cristão fervoroso, na fé que o guia,  No amor ao próximo, sua mais bela liturgia.  Humano, amigo, a empatia que irradia,  No coração, a bondade que contagia. Família, alicerce de sua jornada,  No lar o amor, que fortalece e acalma. Artesão da vida, sua missão sagrada,  No trabalho, a entrega que eleva à alma. Herdeiro, na busca pela verdade e razão,  Nos símbolos, a sabedoria que o conduz.  Como Noé, justo e perfeito em sua geração Assim oh Senhor, tu o fará jus Boêmio, de alma livre, sem prisão,  Na alegria, na vida que o seduz. Está na gratidão… No grande arquiteto que o conduz Figura pública, exemplo a inspirar,  Na ética, a conduta que o define.  Um homem de valores, a quem honrar,  No legado, a história, perfeito sublime. Docente, companheiro, opífic...

Propósito

Naquele dia, me vesti de coragem, Com armadura de honra, luzidia, a brilhar. Coração em chamas, ardente, a palpitar Tocava como uma banda sinfônica  Pulsava tão alto que toda a igreja ouvia Mas…você não estava lá Uma deusa perdida, desvanecida Minh’alma em prantos, caminhei só pelos corredores, minha figura desaparecia, Procurei por onde a tua sombra deveria estar. Coragem, honra, paixão, alma aberta, Nada mais importava, você não estava lá A banda cessou, restou só o silêncio sepulcral, Na imensidão da minha expectativa. A ânsia de te encontrar Mas…você não estava lá! Enfim, não era para ser Por isso, você não estava lá Nem nos meus sonhos consegui mais te encontrar Caminhei uma eternidade Até compreender que havia um propósito Por isso você não estava lá. Sandro Alex Batista de Sousa

Canção em Dois Tons 🎶✨

  Nos palcos da vida, entre acordes e brisa, Ele, um cantor, já de alma imprecisa. Meia idade nos ombros, histórias no olhar, Mas o peito ainda ardia, pronto para amar. Foi numa noite de luz delicada, No bar abafado, voz embriagada. Ela cantava com alma e calor, Italiana de fogo, perfume e ardor. Seu canto era vinho, era dança no ar, Versava saudades, que o fazia sonhar. Ele, encantado, sem chão, sem medida, Sentiu-se um jovem, pronto a uma nova investida. Os olhos se cruzaram num tom de paixão, A música uniu o que a vida escondeu. Ele dedilhou no violão uma canção, E ela sorriu, o destino entendeu. Numa melodia de notas perdidas, Seus mundos distintos viraram um só. Cantaram a noite, esqueceram as vidas, E o tempo parou, num dueto sem nó. Mas o amor de boêmios é feito de estrada, De noites eternas e auroras caladas. Eles partiram, levando a canção, Na beira da praia vivendo a paixão. E toda vez que a lua se inflama, No palco sozinho, ao som do refrão, Ele canta...

Poema aos ignorantes

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  A ignorância é um mar vasto e profundo, Onde muitos navegam sem rumo ou farol. Iludidos pela falsa lucidez deste mundo, Afogam-se em sua própria incultura que enche o parol. O saber é um oásis distante, Miragem que a muitos acena com um futuro melhor. Mas poucos se aventuram, insignificantes,  Temendo o deserto, o esforço, a dor, o suor. A ignorância é um véu que cobre a visão, Impedindo de ver com clareza a verdade. É a tela que nos afasta a razão, Deixando-nos cegos à realidade. Mas a ignorância não é seu destino, É escolha, é comodismo, é temor. Romper o véu é um caminho divino, Que exige coragem, ousadia e labor. Pois o saber é chave que abre portas, Liberta a mente, acende a luz da razão. É mapa que guia em rotas incertas, E revela a essência da erudição. Portanto, não se acomode na sua ignorância, Desperte a curiosidade, a ânsia de aprender. Busque o saber com persistência e constância, E veja um mundo novo a te florescer. Sandro Alex Batista de Sousa

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Envolto entre paredes frias! Não gosto do silêncio sepulcral. Gosto de ouvir musica, assistir o telejornal. Do intenso pensamento   Aprecio a minha companhia No sofrimento do açoite  transformo a solidão da noite em rimas e poesias O silêncio traz solidão, Que traz Reflexão, Dor no peito, na alma, amargura no coração. Ai, vem aquele pensamento Tudo poderia ter sido diferente Há si...Eu tivesse feito  Pois o assim já se foi Não me procuro, me encontrei num idílio estava estampado naquela pagina Que a realidade faz a gente sofrer. Eu...estava feliz. Não tenho medos, os venci Sou imortal, como as rimas Sei que nenhuma palavra se desprenderá de mim Vou vivendo essa permissão Logo chegará o  fim E a vida passará da razão Para o aqui jaz, finalmente! Sandro Alex Batista de Sousa
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       "Quero amar quem faça amor comigo a meia-noite, em cima de um tumulo, sobre a pedra fria, com dizeres; aqui jaz, vá em paz."

Nas terras do Tijuco

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Amo essa terra, essa gente, nem sei o por quê Fico desapontado quando estou de partida Minha alma entra em guerra, fica ferida Até parece o fim da vida   Há! Terra querida Da reciprocidade Dos contrastes Em cada dia vivido a felicidade Terra onde o sol arde, a pino  De estrada esburacada, sinuosa, empoeirada Onde ainda da igrejinha da praça  podemos ouvir o soar do sino Chamando o povo a empreitada Para alguns terra dura para se viver! Mas…o tempo, o tempo passou, quem um dia sofreu, com certeza esqueceu... Não há linha do tempo para coisas ruins, nem medidas… Só restam pequenos vestígios…  Da comida escassa, do pé no chão, da roupa remendada… Na memória mesmo, só as lembranças afetivas.   No calor do coração; Solidariedade; Nos sonhos; As delícias do lugar.   Tijuco de Januária, Terra dos Grosso, Dos Ferreira, dos Faria De Batistinha do acordeon Do vaqueiro Marimbondo Que mora na minha imaginação Devoto de São José, o padroeiro Festejado em toda região Ter...